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Canal: NatGeo | Produção: Prodigo Films

Primeira Temporada: 9 episódios | Grade de 1 hora | Estreou em 16 de agosto de 2012

Segunda Temporada: 9 episódios | Grade de 1 hora | Exibições: | Exibições: 4ª feiras às 9:45 e às 18:45 ; Sábados às 16:25

A Ideia 

A ideia da série Ciência em Casa nasceu com eles, os três apresentadores, que já faziam participações em programas de TV aberta. O convite para a criação de um programa no National Geographic veio da própria Fox, proprietária do canal. “Os meninos do Ciência Em Casa já eram conhecidos na TV aberta e como sabemos que o gênero ‘pop science’ funciona bem no canal, tivemos a ideia de trazê-los”, explica Marcello Braga, diretor de conteúdo da Fox International Channels. Nessa proposta, a produtora Prodigo Films foi convidada para estruturar o programa junto com os cientistas.Daniel Ângelo, Gerson Santos e Wilson Namen se formaram em Física na Universidade de São Paulo (USP). Após anos de apresentações do Show da Física – demonstrações lúdicas e dinâmicas realizadas pela universidade para os alunos contextualizarem e estimularem o seu perfil científico – eles criaram um grupo com a proposta de levar a ciência, de uma forma mais lúdica, por todo o Brasil.

A diretora da série, Fernanda Weinfeld, entrou no projeto quando a ideia já existia. “A essência do programa veio dos meninos, mas o formato, a narrativa e como executar veio da Prodigo, dos roteiristas e de mim”, conta. Para ela, o maior desafio foi transformar o projeto em um programa focado em ciência e experimentos com uma hora de duração, em que eles seriam os protagonistas.

O projeto começou com a criação do formato de ciência em casa, que deu nome à série. O objetivo foi mostrar uma ciência acessível a todos. “A gente fez uma brincadeira entre ‘O Mundo de Beakman’ e o ‘MythBusters’, um pouco mais adulto. O canal tinha as premissas dele e uma vontade de explorar um pouco mais o trabalho dos três cientistas, porque essa área no Brasil ainda é nova e existe bastante procura pelo tema”, conta Fernanda.

O Formato

Cada programa tem um tema e é dividido em três blocos. As experiências menores e mais simples acontecem no primeiro; durante o segundo sempre há uma cena externa – visita a um museu ou a alguma fábrica, entrevista com alguém relacionado ao tema; e, por fim, no último bloco, acontece o objetivo final, que é uma grande experiência sobre o tema. Essa, por sua vez, gera expectativa e prende a atenção do público ao longo do programa todo. “A gente também contou com um apoio gráfico grande. Animações que explicavam teorias, histórias ou fórmulas. Então, apesar do assunto às vezes ser um pouco denso, a gente conseguiu construir um formato que o tornava muito interessante”, acrescenta a diretora.

Romeu di Sessa trabalhou na elaboração dos roteiros em parceria com Mirna Fernandes. O trabalho dos roteiristas consistiu principalmente em pegar as pesquisas que seriam utilizadas no programa e “traduzir”, descomplicar os textos. Romeu conta que fez uma espécie de guia que definia por onde os físicos iam caminhar e quais assuntos deviam abordar, mas não escreveu diálogos: “Como eles não são atores, ficava mais natural os deixar falarem à vontade. Às vezes eu inventava algumas piadas de acordo com as características de cada um”, conta.

De acordo com o roteirista, a maior dificuldade em produzir o roteiro de Ciência em Casa foi que qualquer fala que tivesse uma linha razoavelmente científica precisava ser comprovada. “Eu entendo essa posição extremamente rigorosa do canal. Eles são uma referência no assunto e não podem errar”, explica.

Os roteiristas, a diretora e os três apresentadores se reuniam sempre para definir cada tema dos programas. “Era um processo trabalhoso porque tínhamos que pensar no interesse do público e na viabilidade das experiências. Um exemplo de tema que deu errado foi o tráfego. A gente achou que ficaria interessante, mas acabou não dando certo”, relata o roteirista.

Para Fernanda, o processo foi uma espécie de troca de aprendizagem. “Eu sabia contar uma história, colocar a câmera no lugar certo, ajudar os apresentadores a entrar no personagem. E eles sabiam de um assunto que eu não domino – equações de física, química e biologia”. Fernanda conta que entrou nesse universo junto com os roteiristas e assim conseguiram desenvolver um programa palatável para o público, mesmo com um assunto que pode ser complicado.

Os personagens

O trabalho de construção de cada personagem foi feito em conjunto. Os três físicos já traziam na personalidade alguns traços característicos. “O Daniel sempre foi o menino que explica, que tem a teoria na ponta da língua; o Gerson é o cara que não tem medo de fazer a experiência, de se jogar; e o Wilson é um intermediário entre eles e também o cara mais engraçado”, define Fernanda.

Como eles já tinham essas características, o que a diretora fez foi um trabalho de dicção, de uso das ferramentas que eles já tinham, de como tornar aquilo engraçado. “E a gente sempre fazia um exercício que era assim: quando eles me explicavam alguma coisa que eu não entendia ou achava complicado, eu explicava para eles que se eu não entendesse ninguém ia. Então, a gente refazia até ficar simples”, conta a diretora.

Somando-se a técnica audiovisual da equipe de roteiros, produção e direção com o conhecimento destes três jovens talentos da física, o resultado é o desvendamento para o espectador de uma série de informações sobre o tema, mostrando o quanto de ciência o ser humano foi capaz depositar em cada objeto que nos rodeia.

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