Chamado por décadas de ?o país do futuro?, por causa do livro homônimo do austríaco Stefan Zweig (1881-1942), o Brasil é a nação do presente para a CNN, que, este mês, exibe a série On The Road: Brazil, diluída em programas da emissora, que nestas quinta (13) e sexta (14) vai ao ar dentro do Quest Means Business, às 23h.

Quem comanda a atração é a correspondente no País, Shasta Darlington, que pretende ir além do noticiário econômico e político para mostrar o que está por trás do lugar que sediará a Copa do Mundo de 2014. “É um pedaço da vida, com cultura, viagem, comida. É sobre o ano que antecede um grande evento. Vamos ter esportes, o que também envolve política, não vamos ignorá-la. Mas ela está misturada nisso tudo”, contou à reportagem por telefone.

A equipe da CNN percorreu o Pantanal, Manaus, Rio e São Paulo. “Em Manaus, é curiosa a ideia de que a Copa do Mundo vai acontecer naquela região. Vamos mostrar o mercado de peixes, que é incrível. É um dos lugares onde mais se come peixe no mundo. Mostramos também o estádio. O mais bonito é a arquitetura sustentável.”

Após rodar diferentes capitais do País, desde que se mudou para cá, em novembro de 2011, a jornalista, de 43 anos, ficou impressionada com o Pantanal. “Não dá para acreditar que fica a duas horas da cidade e é tão preservado. Eles (moradores) acham que ter a Copa acontecendo lá será bom, pois estarão nos holofotes e isso vai ajudá-los a proteger aquele ecossistema.”

As ascensão da classe C e as mudanças recentes estão em pauta. “No caso do Rio, vamos mostrar a pacificação das favelas, como as autoridades estão integrando essas comunidades no resto da cidade. As pessoas que moram nas favelas são a classe C. Vamos ver como isso funciona, como se tornaram cidadãos do Rio e vão a lugares onde nunca estiveram.”

Entre 1996 e 2001, a norte-americana foi correspondente de agências de notícias no País. Hoje, ela vê o que mudou. “Quando você compara com aquele tempo, as mudanças são notáveis. A economia não andou bem, mas há otimismo. Há entusiasmo com os negócios, as pessoas estão otimistas com seu futuro financeiro, mesmo que a economia não esteja crescendo. Isso reflete o novo Brasil.”

Para ela, a situação do País é bem melhor aos olhos dos estrangeiros. “Fora, todos estão um, dois anos atrás. Acham que está tudo acontecendo aqui, com 7% de crescimento. Estamos mais estagnados. Porém, há os eventos (esportivos), e a ascensão da classe média.”

Fonte: Estadão

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